Graviola: 10 benefícios e como usar (com receitas)

  A graviola é uma fruta fonte de fibras que diminuem a velocidade de absorção do açúcar dos alimentos, promovendo o controle dos níveis de glicose no sangue e prevenindo, assim, a resistência à insulina e a diabetes.

A graviola possui casca verde e espinhos, contendo uma polpa branca, macia de sabor doce e levemente ácido, podendo ser consumida ao natural ou usada no preparo de sucos, mousses, vitaminas e sobremesas. Além da polpa, as folhas da graviola também podem ser usadas no preparo de chás.

Conhecida também como jaca-do-Pará ou jaca-de-pobre, a graviola tem ótimas quantidades de vitamina C e flavonoides, compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que combatem o excesso de radicais livres e reduzem as inflamações, ajudando a aliviar  problemas gástricos, como úlceras e gastrites, e prevenir o surgimento de doenças, como pressão alta e catarata.


 

Principais benefícios

Devido às suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e hipoglicemiantes, a graviola pode servir para diversas funções no corpo, sendo as principais:

1. Alivia doenças inflamatórias

A graviola possui propriedades anti-inflamatórias promovendo a redução de citocinas pró-inflamatórias, que são produzidas no organismo em caso de inflamação, sendo muito útil para melhorar os sintomas de algumas doenças inflamatórias, como artrite, artrose e reumatismo.

2. Evita a diabetes

A graviola contém ótimas quantidades de antioxidantes que protegem as células do pâncreas responsáveis pela produção da insulina, evitando, assim, a resistência à insulina e a diabetes.

Além disso, a graviola também possui boas quantidades de fibras, que diminuem a velocidade de absorção de açúcar, ajudando a equilibrar os níveis de glicose no sangue, promovendo o controle da diabetes em pessoas que já têm a doença.

3. Mantém a saúde os olhos

Por conter luteína, que é um composto antioxidante importante para manter a saúde ocular, a graviola ajuda a reduzir o risco de desenvolver doenças, como catarata e degeneração macular, que está associada à idade e causa danos à visão, incluindo a perda da visão.

4. Protege o estômago

A graviola possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, que reduzem os danos causados pelos radicais livres no estômago e favorecem a diminuição da acidez gástrica, sendo um alimento muito benéfico para proteger o estômago, melhorar a digestão e ajudar a controlar algumas doenças, como úlceras e gastrites.

5. Melhora a ansiedade e estresse

A folha graviola contém anonaina e asimilobina, compostos com propriedades relaxantes que agem no sistema nervoso central, interagindo com a serotonina, um neurotransmissor responsável pela regulação do humor, melhorando, assim, a ansiedade e o estresse.

6. Ajuda a controlar a pressão arterial

A graviola contém potássio, um mineral essencial para ajudar a eliminar o excesso de sódio do organismo pela urina, promovendo o controle da pressão arterial.

Além disso, essa fruta também possui antioxidantes que promovem a saúde das artérias e relaxam os vasos sanguíneos, facilitando a circulação de sangue e ajudando, assim, no controle da pressão alta.

 

7. Fortalece o sistema imunológico

Por ser rica em compostos anti-inflamatórios e antioxidantes, como vitamina C, e quercetina, a graviola ajuda a combater o excesso de os radicais livres e fortalecer as células do sistema imunológico, evitando o surgimento de situações como alergias, gripes e resfriados, por exemplo.

8. Combate a prisão de ventre

A graviola ajuda a combater a prisão de ventre, porque é rica em água e fibras, que promovem os movimentos naturais do intestino e a formação do bolo fecal, facilitando a eliminação das fezes.

9. Mantém a hidratação do corpo

A polpa da graviola contém em torno de 82 g de água, sendo um importante alimento para melhorar a hidratação do corpo, podendo ser consumida durante os climas mais quentes ou durante as práticas de atividade física, ajudando a prevenir a desidratação.

10. Pode ajudar na prevenção do câncer

Estudos recentes [1] [2], mostraram que a graviola é rica em acetogeninas, um grupo de compostos metabólicos que possuem efeito cito-tóxico, podendo, assim, combater as células cancerígenas. Além disso, observou-se em alguns estudos que o consumo da graviola a longo prazo pode prevenir e tratar diversos tipos de câncer, como de mama, de cólon, de pulmão e de próstata.

 No entanto, todos os estudos foram feitos somente em laboratórios, com células isoladas e animais, sendo necessário ainda realizar pesquisas em seres humanos para comprovar o possível efeito dessa fruta sobre as células cancerígenas.

Tabela de informação nutricional

A tabela a seguir traz a informação nutricional de 100 g de graviola:

Para se obter todos os benefícios da graviola, é importante também manter uma alimentação variada e saudável e praticar exercícios físicos regularmente.

Como consumir

A graviola pode ser consumida ao natural ou usada em preparações, como sucos, mousses e sorvetes. Além disso, as folhas da graviola também podem ser usadas para o preparo de chás.

  • Chá de graviola: colocar 10 g de folhas secas de graviola em 1 litro de água fervente. Tampar a bebida e deixar descansar por 5 a 10 minutos. Coar e beber até 3 xícaras por dia após as refeições;
  • Suco de graviola: colocar em um liquidificador 1 xícara de graviola picada e sem sementes, 500 ml de água e 1 col de sobremesa de açúcar mascavo, ou adoçante. Bater, até ficar uma mistura homogênea, e servir em seguida.

Outra forma de consumir a graviola é através de suplementos em cápsulas, onde a dosagem varia de acordo com o fabricante, sendo geralmente indicada a ingestão de 2 cápsulas por dia, 30 minutos antes das refeições. No entanto, a graviola pode causar alguns efeitos colaterais e, por isso, os suplementos só devem ser consumidos sob a orientação de um médico, ou fitoterapeuta.

Possíveis efeitos colaterais

Alguns efeitos tóxicos, como danos nos rins e óbito podem acontecer quando se consome doses muito altas de chás das folhas de graviola. No entanto, esses efeitos só acontecem quando se consome mais de 70 xícaras desse chá por dia.

Casos de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas, como a doença de Parkinson, têm sido associados com consumo excessivo de graviola por um longo período de tempo, porém, os estudos [2] não são conclusivos.

Quem não deve consumir

A graviola só deve ser consumida por gestantes e mulheres que estejam amamentando com autorização de um médico, pois não existem estudos que confirmam a segurança do consumo da fruta nessas situações.

Essa fruta não é indicada para pessoas com doença de Parkinson e pressão baixa. Além disso, pessoas que usam medicamentos para depressão, para controle da pressão alta e diabetes, devem comunicar ao médico antes de iniciar o consumo da graviola, porque essa fruta pode alterar os efeitos desses remédios.

 

Escrito por Karla Leal - Nutricionista. Atualizado por Marcela Lemos - Biomédica, em março de 2023. Revisão clínica por Tatiana Zanin - Nutricionista, em março de 2023. 

 

Bibliografia
  • AGRICULTURAL RESEARCH SERVICE U.S. DEPARTMENT OF AGRICULTURE. Soursop, raw. Disponível em: <https://fdc.nal.usda.gov/fdc-app.html#/food-details/167761/nutrients>. Acesso em 24 mar 2022
  • MOGHADAMTOUSI, Z, Soheil et al. Annona muricata (Annonaceae): A Review of Its Traditional Uses, Isolated Acetogenins and Biological Activities. International Journal of Molecular Sciences. Vol.16. 7.ed; 15625–15658, 2015


 

 


CAFÉS DA MANHÃ RÁPIDOS E SAUDÁVEIS



O Capim-cidreira

O Capim-cidreira e seus benefícios!

O capim-cidreira é uma planta robusta que cresce formando touceiras. As touceiras são vários troncos dividindo o mesmo sistema radicular, como se fosse um arranjo feito pela própria natureza. As suas folhas parecem lâminas, cortam com muita facilidade. É necessário muito cuidado para cortá-las a fim de não machucar as mãos. Suas folhas são longas e de coloração verde-claro podendo atingir até um metro de altura. É uma planta de origem asiática, mas muito cultivada no Brasil. 
Seu aroma é muito agradável e parece muito com o perfume do limão. A parte da planta a ser utilizada são as folhas.
A planta de nome científico Cymbopogon citratus também é conhecida como capim-santo, capim-limão, capim-cidró, capim-cheiroso e cidreira. É muito confundida com a erva-cidreira, mas suas propriedades são bem distintas, embora ambas façam muito bem a saúde.
A planta é utilizada na indústria cosmética, em óleo essencial, na culinária em forma de chá e como ornamentação.
O capim-cidreira é uma planta que se adapta muito bem em qualquer ambiente. Pode ser cultivada num vaso em casa ou no jardim. Ela é bastante resistente e serve para perfumar o ambiente, além de enfeitá-lo.

Propriedades do Capim-Cidreira

As propriedades terapêuticas são calmante, analgésica, antibactericida, diurética, antidepressiva, digestiva, expectorante, desinfetante e relaxante.

Benefícios do Capim-Cidreira para a saúde

Exerce ação tônica e estimulante sobre o aparelho digestivo. É indicada para dores abdominais, cólicas intestinais e urinárias, dores de cabeça e tosse. Auxilia no tratamento para a ansiedade, o estresse, a depressão e a insônia.  Ajuda no combate de diversas doenças como o reumatismo, inflamação nos rins e doenças no fígado. Alivia a tensão muscular fazendo o corpo relaxar.

Como usar o capim-cidreira

  • Na indústria de cosméticos a planta atua como calmante principalmente na realização de limpeza de pele. É usado no vaporizador agindo na dilatação dos poros para a retirada dos cravos e espinhas, e em forma de máscara para acalmar a pela após a limpeza. Muitos produtos para a beleza dos cabelos e pele possuem em sua composição o capim cidreira;
  • Compressas para acalmar a pele e relaxar podem ser feitas com o chá colocando no rosto, nos olhos ou na região afetada com pedaços de algodão.  Após aplicar a planta, lave bem à região e nunca se exponha ao sol. As propriedades da planta em contato com o sol pode causar manchas na pele;
  • O capim-cidreira é usado na culinária em forma de chá. O chá pode ser servido em temperatura quente ou fria. O chá pode ser misturado com frutas, se preferir! Fica muito saboroso! Vale a pena experimentar!

Chá de capim-cidreira

Coloque em uma xícara uma colher (chá) das folhas picadas. Despejar na xícara água fervente e cobrir. Deixe em infusão por pelo menos quinze minutos. Coe e sirva. Pode ser adoçado com açúcar ou mel e ainda não ser adoçado. O capim-cidreira não possui cafeína, portanto é perfeito após as refeições.

Recomendações

O capim-cidreira é usado como complemento nutricional, não substitui a medicação usual que deve ser utilizada em casos mais graves de doenças.
Recomenda-se sempre a orientação de um médico especialista para orientação e diagnóstico.

Contra indicação

Não pode ser ingerido por mulheres grávidas, pois pode ter efeito abortivo em doses concentradas. Não ingerir o chá junto com medicamentos com propriedades sedativas ou calmantes.


Dente de Leão

DENTE DE LEÃO

Taraxacum officinale

O dente-de-leão, um dos remédios naturais mais versáteis, é um nutritivo legume de salada e um remédio desintoxicante para o fígado e os rins. Adorada pelos ervanários pelo seu suave efeito depurativo, a sua raiz é útil sempre que há algum tipo de toxicidade, incluindo em distúrbios dermatológicos crônicos e infecções recorrentes.
Descrição : Planta da família das Asteraceae, também conhecida como alface-de-cão, alface-de-côco, amargosa, amor-dos-homens, chicória-louca, chicória-silvestre, coroa-de-monge, dente-de-leão-dos-jardins, frango, leutodonte, quartilho, radite-bravo, relógio-dos-estudantes, salada-de-toupeira, soprão, taraxaco, taraxacum.
Planta vivaz, munida de uma grossa raiz, carnosa, laicífera, de onde saem as folhas e o escapo floral.
As folhas, dispostas em fortes rosetas, são eretas ou inclinadas, lanceoladas e profundamente divididas com segmentos triangulares. As flores nascem em capítulos amarelos, solitários, na extremidade de um escapo oco.
O fruto é um aquênio, com dentes no ápice, parecendo minúsculas presas, e um papilho de pelos brancos sedosos, formando uma esfera branca, que o vento dissemina com facilidade, percorrendo grandes distâncias.
É considerada uma planta invasora de horta e jardim, medrando em campos, vales úmidos e sombrios. Possui grande vitalidade, rusticidade e é de fácil propagação. Adapta-se bem em vários tipos de solo e clima. A raiz se recolhe no outono, a folha em qualquer época e o capítulo floral antes de abrir.
Parte utilizada: Rizoma, folhas, inflorescência, sementes.
Origem : Provavelmente Europa, principalmente Portugal. Porém até hoje especialista discutem se o dente de leão é uma planta nativa da América ou aclimatada. Certamente, é encontrada e consumida em quase todo o mundo.
História : Duas citações feitas no início do século XIV, atestam seu uso. Em The Dogmaticus, Or Family Physician (Rochester, Nova York: Marshall and Dean, 1829), Josepf Smith listou-a como laxante e desobstruente, afirmando que ela abre todo o sistema.
No relatório sobre botânica, o doutor Clapp nos informa que em 1852 o dente-de-leão era usado nas doenças crônicas do fígado, uso que provocou justificado porque descobriram que a planta contém taxacina, um estimulante hepático, inulina, lacvulina, um açúcar, colina, uma das vitaminas do complexo B, fotosterol, que evita que o corpo acumule colesterol, e potassa, que é diurética.
Em pequim, no Hospital de Medicina Tradicional , mostraram no tabletes de Chin Hung e informaram que eram específicos para apendicite.
A fórmula inclui o Taraxacum mongolicum, o dente-de-leão-chinês, e outros três ingredientes.
Os tabletes apresentam um resultado razoável, oitenta por cento dos pacientes é curado sem necessidade de operação.
Cinco por cento chegam ao hospital tarde demais para evitar a cirurgia porque o apêndice está prestes a romper-se.
Quinze por cento têm uma recaída, mas curam-se com a segunda série de Chinh Hung.
No período colonial era muito apreciado como vinho caseiro.
Modo de Conservar : As raízes, as folhas e os capítulos florais são secos ao sol, em local ventilado e sem umidade. Armazenar em sacos de papel ou de pano. As raízes e as folhas podem ser consumidas cruas.
Plantio : Multiplicação: por sementes ou mudas do rizoma;
Cultivo: em climas diversos e solos pobres com pouca umidade;
Colheita: colhem-se as folhas durante a floração (julho — setembro).




Vídeo retirado do Canal:Dr. Dayan Siebra


Tranchagem

TANSAGEM (Plantago major)

Descrição : Da família das Plantagináceas, tambêm conhecida como transagem, tanchagem maior, plantagem, sete nervos. Planta anual vivaz, que cresce pouco, atingindo 30 centímetros de altura, sem caule, com folhas oval-arrendondadas, carnosas e moles, quase pecíolo. As folhas nascem em torno de um eixo, ao nível do solo, formando um tufo circular, e ficam distendidas sobre o solo, como as plantas dos pés, o que deu origem ao nome ciêntífico Plantango. As flores brancas, rosadas ou esverdeadas, nascem ao longo desse eixo, e formam espigas eretas e alongadas, entre as folhas.
As sementes, de preferência em solos úmidos, férteis e de clima temperado, sendo a época mais favorável os meses de setembro a dezembro, para o plantio. No Brasil adaptou-se tão bem que vegeta espontaneamente em quase todo o país, principalmente em jardins e gramados, pomares, beiras de estrada e junto aos muros. Desenvolve-se mais intensamente em locais abertos, como em solos cultivados e pastagens. A colheita das folhas deve ocorrer nos meses de agosto e março e as sementes separam-se da espiga no fim do verão, quando estão bem maduras.

Habitat: É originária das regiões frias da Europa, tendo se espalhado por todo o mundo, em diversos países da Ásia, África, América, sendo conhecida como o rei do caminho, pois tem a capacidade de burlar as fronteiras e se introduzir em todas as regiões do mundo.

História: É chamada "rei-dos-caminhos" pois não respeitando fronteiras se difundiu por todos os países. Faz parte da Farmacopeia Homeopática.



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